Trabalhadores fazem ato em Belo Horizonte contra medidas de Temer

Trabalhadores de várias categorias em Belo Horizonte fazem mobilizações nesta quinta-feira (22). Um dia nacional de paralisação foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Pela manhã, manifestantes fecharam vias no hipercentro de Belo Horizonte, de onde seguiram para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No local, um jovem de 18 anos foi detido. Às 15h, os manifestantes participavam de uma audiência pública.

Segundo a a CUT em Minas Gerais, o dia de paralisação é contra medidas propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB), como as reformas trabalhista, previdenciária e fiscal.

“Em todo o país, haverá atos de rua para protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista, o desmonte do Sistema Único de Assistência Social, a privatização da saúde, da educação, venda das estatais, a ampliação da terceirização, prevalência do negociado em detrimento da legislação, que garante direitos trabalhistas, a PEC 241, o PLP 257, o sucateamento do serviço público, a política de Estado mínimo e de arrocho salarial e o desemprego que aumenta no país e outras medidas inseridas na pauta neoliberal derrotada pelos brasileiros nas eleições presidenciais de 2014, em que querem jogar todo o peso da crise do capitalismo nas costas de trabalhadoras e trabalhadores”, diz comunicado da CUT-MG.

Cerca de mil pessos estiveram na Praça Sete, por volta das 11h, segundo o presidente Israel Arimar, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel). Manifestantes se reuniram no entorno do monumento Pirulito, nos cruzamentos das avenidas Afonso Pena e Amazonas, que ficou fechado por um período.

Neste ponto da cidade, o ato foi iniciado pelos trabalhadores representados pela entidade, ganhando adesão de outras categorias. A Polícia Militar (PM) não informou o número de manifestantes no horário. Também não havia dados da CUT. O deslocamento causou reflexos no trânsito. Por volta das 12h, a Avenida Olegário Maciel, a caminho da Praça da Assembleia, estava tomada de participantes do protesto.

A condução de um jovem pela polícia ocorreu na Praça da Assembleia, por volta das 13h. Segundo a Polícia Militar (PM), ele teria agredido um militar e por isso foi detido. Já o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que também participa da mobilização, disse que rapaz teria se exaltado porque a PM estava abordando adolescentes durante o ato. Segundo a entidade, o jovem foi imobilizado de forma truculenta e com uso de spray de pimenta.

Adesão de várias categorias
Pela manhã, também houve concentração de trabalhadores na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O grupo se juntou ao que já estava na Praça Sete. Professores se encontraram na Praça Afonso Arinos e ficaram na calçada, segundo a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHtrans).

Trabalhadores da área da saúde se reuniram em frente ao Hospital Sofia Feldman, naRegião Norte. O grupo levantou cartazes, um deles com a frase “abaixo o assédio moral”.

Já no Anel Rodoviário, segundo a Polícia Militar, ocorreu concentração de funcionários dos Correios e de metalúrgicos, por volta das 6h.

Em Minas, segundo a central, participam da paralisação servidores municipais de Belo Horizonte, petroleiros e eletricitários em todo estado, rede estadual de educação, trabalhadores da saúde, Copasa e várias redes municipais de educação como Juiz de Fora, Ipatinga, Contagem, Betim, Esmeraldas, Ribeirão das Neves, Lagoa Santa, Vespasiano, Nanuque, Mário Campos, Espinosa, Inimutaba, Sete Lagoas, Jaíba, Ituiutaba, Caim Branco, Itaobim, Cordisburgo, Belmiro Braga, Viçosa, Turmalina, Caxambu, São Joaquim de Bicas e Brumadinho.

Paralisação em hospitais
Servidores estaduais fazem um dia de paralisação das atividades nesta quinta-feira (22) e afirmam que o governo não estaria cumprindo um acordo assinado em maio deste ano. Houve adesão nos hospitais de Pronto-Socorro João XXIII, Júlia Kubitscheck e Galba Veloso, em Belo Horizonte.

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde), não houve cumprimento de redução de jornada de trabalho da categoria de 40 para 30 horas semanais,  reestruturação da carreira dos servidores de saúde e reposição salarial, que não ocorre há quase quatro anos.

Além da pauta específica de reivindicação, as mobilizações também representam adesão dos servidores ao dia nacional de paralisação proposto por centrais sindicais em todo o Brasil.

 

FONTE:G1

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