Vinho para a ceia de Natal: aposte em versões livres de agrotóxicos

Constance Jablonski (Foto: Henrique Gendre / Arquivo Vogue)
Constance Jablonski (Foto: Henrique Gendre / Arquivo Vogue)

Se você já ouviu falar de vinhos biodinâmicos, com certeza deve ter escutado a seguinte frase: “Se até o mar muda com a Lua, por que o vinho não mudaria também?”. Longe de ser bruxaria ou crendice, a ciência biodinâmica é baseada nos estudos do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) e leva em consideração todos os aspectos da natureza (inclusive fases da Lua) na hora de fabricar o vinho, além de eliminar aditivos e se preocupar com a revitalização das plantações.

“Para ser equilibrado,o vinho precisa ser produzido comuma planta saudável. E, para isso, ela precisa estar integrada da maneira mais natural possível ao sistema onde vive. Pode parecer pretensioso, mas é uma filosofia linda”, defende Lis Cereja, proprietária da enoteca paulistana Saint Vin Saint, única focada nesse tipo de vinho no Brasil e que possui cerca de cem rótulos no seu cardápio.

1. Taça Versace Home, R$ 1.554, Grifes & Design 2. Decantador, R$ 359, Spicy 3. Rolha Rabbit, R$ 404, Vista Alegre 4. Saca-rolha Alessi, R$ 340, Beneditx 5. Porta-garrafa Vinu, R$ 66, Diseño 6. Marcador de taças, R$ 38, Tok&Stok (Foto: Divulgação)
1. Taça Versace Home, R$ 1.554, Grifes & Design 2. Decantador, R$ 359, Spicy 3. Rolha Rabbit, R$ 404, Vista Alegre 4. Saca-rolha Alessi, R$ 340, Beneditx 5. Porta-garrafa Vinu, R$ 66, Diseño 6. Marcador de taças, R$ 38, Tok&Stok (Foto: Divulgação)

Vinhos biodinâmicos não têm sabor diferente dos tradicionais – apesar de os adeptos dizerem que têm maior frescor. Mas, sendo mais naturais, livres de agrotóxicos e “vivos”, podem parecer um pouco estranhos no começo. Em geral, para esses rótulos, faz muito sentido abrir a garrafa um tempo antes da degustação para deixar os sabores evoluírem.

Lado B da enologia, os vinhos biodinâmicos são mais saudáveis, livres de agrotóxicos e perfeitos para fazer tim-tim sem culpa (Foto: Divulgação. Ilustração: Arthur Vergani )
Lado B da enologia, os vinhos biodinâmicos são mais saudáveis, livres de agrotóxicos e perfeitos para fazer tim-tim sem culpa (Foto: Divulgação. Ilustração: Arthur Vergani )

1. Arte da Vinha: Desde o início dos anos 90, Eduardo Zenker produz vinhos de maneira natural, na garagem de sua casa em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, mesclando as uvas mais saudáveis da Serra Gaúcha. Em 2008, seu hobby se tornou profissão e hoje ele fabrica vinhos e espumantes surpreendentes como o Lúdico, à base de Pinot Noir e Chardonnay.

2. Cacique Maravilla: Há quase três séculos a família Gutierrez produz vinhos com a uva País, a casta mais antiga do Chile e que ainda está intacta, sem intervenção de substâncias químicas. Hoje, a vinícola desenvolve quatro tipos de vinho à base de Cabernet Sauvignon, Malbec, Pipeño, País e com fermentação natural das uvas.

3. Aphros Wine: Na região dos vinhos verdes, em Portugal, situada entre os rios Douro, ao sul, e Minho, ao norte (na fronteira com a Espanha), o vinhateiro Vasco Croft produz vinhos e espumantes biodinâmicos a partir de uvas próprias vindas dos 20 hectares de sua vinícola Aphros, instalada na Quinta do Casal do Paço, uma charmosa propriedade familiar do século 16.

4. Vinha Unna: Os vinhedos de Marina Santos ficam em Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, a 700 metros de altitude, e receberam o nome de Terroir de Chuva por conta do clima úmido da Serra Gaúcha, que dá característica peculiar a seus vinhos. São produzidos brancos e tintos naturais das variedades Cabernet Franc, Pinot Noir, Chardonnay e Merlot.

5. La Coulée de Serrant: Um dos pioneiros desse tipo de cultivo, Nicolas Joly começou a produzir vinhos biodinâmicos nos anos 80 no Vale do Loire, na França, e hoje é considerado o papa da enologia biodinâmica. É também autor do principal livro sobre o assunto: Biodynamic Wine, Demystified. Seus vinhos brancos secos sempre são mencionados entre os melhores do mundo.

6. Serena: A 750 metros de altitude e com acesso a um desnível do Rio das Antas, em Nova Pádua, no Rio Grande do Sul, Mauricio Ribeiro preparou o terreno de sua vinícola Serena para que seu solo fosse autossuficiente. Apaixonado pela região da Borgonha, ele produz apenas tintos Pinot Noir inspirados na sutileza dos vinhos da região francesa.

Via Vogue

Categorias Gastronomia

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